sábado, 10 de maio de 2014

TROVAS # FRANKLIN COUTINHO - RJ (*)

Descerramento de placa em homenagem
 a Franklin Coutinho
em Nova Friburgo - Rj
***

Se os lábios estão calados,
os olhos tudo propalam.
Por isto é que os namorados
olham-se mais do que falam.
*
Tão bom é o teu coração,
que se cometo um pecado,
antes de pedir perdão
já sei que estou perdoado.
*
Beijo tantas, tantas vezes,
teu retrato, meu amor,
que o tenho a bem poucos meses
e já vai perdendo  a cor...
*
No meu coração, um dia,
veio a tristeza habitar;
achou triste a moradia,
de lá saiu a chorar.
*
Saudade, ponte estendida
entre o passado e o presente.
E o tempo - rio da vida -
a correr eternamente.
*
Viverias sem vontade,
desejarias morrer,
se sofresses a metade
do que me fazer sofrer.
*
Eu da morte não me esquivo,
nem procuro me esconder:
se estou mais morto que vivo,
puco me custa morrer...
*
Entre lágrimas e preces,
meu amor, vou te escrevendo...
ai, pena, se tu soubesses
as penas que estou sofrendo.
*
HINO DE NOVA FRIBURGO
.
Friburguenses, cantemos o dia
Que surgindo glorioso hoje vem,
Nesta plaga onde o amor e a poesia
São como as flores nativas também
Escutando os rumores da brisa,
Refletindo esse céu todo azul,
O Bengalas sereno desliza
Sob o olhar do Cruzeiro do Sul.
.
Estribilho
.
Salve, brenhas do Morro Queimado,
Que os suiços ousaram varar,
Pois que um século agora é passado,
Vale a pena esse tempo lembrar.
.
Do suspiro na fonte saudosa,
Há três almas que gemem de dor,
Repetindo esta prece maviosa
Da saudade, do ciúme e do amor
Estas serras de enorme estatura,
Alcançando das nuvens o véu,
São degraus colocados na altura,
São escadas que vão para o céu.
.
Estribilho
.
Salve, brenhas do Morro Queimado,
Que os suiços ousaram varar,
Pois que um século agora é passado,
Vale a pena esse tempo lembrar.
.
Coroemos de versos e flores
A Princesa dos Órgãos, gentil,
Embalada em seus sonhos de amores
Das aragens ao canto sutil.
Em teu seio de paz e bonança,
Sono eterno queremos dormir,
Doce anelo de nossa esperança,
Esperança de nosso porvir!
.
Estribilho
.
Salve, brenhas do Morro Queimado,
Que os suiços ousaram varar,
Pois que um século agora é passado,
Vale a pena esse tempo lembrar.
.
Letra: Franklin Coutinho. Música: Sérvio Lago
***
FRANKLIN COUTINHO

é natural de Niteroi - Rj,  aonde nasceu em 1891, aí viveu a maior parte de sua vida, foi funcionário dos correios, colaborou em várias publicações literárias, entre jornais e revistas, como  A REVISTA e integrou o CENÁCULO AMBULANTE; é Autor da Letra do Hino do Centenário de Nova Friburgo e lançou em 1911 o primeiro livro de trovas dedicado ao gênero no Brasil. Faleceu em 1954.
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

TROVAS PARA AS MÃES # OLIVALDO JUNIOR - SP

Antonio Cabral Filho, com sua Mãe no natal de 2013, em Bom Jesus do Prata - Frei Inocêncio - MG.
*

Trovas para a mamãe
por Olivaldo Júnior
A mamãe que Deus me deu
faz de conta que eu não sei
que ela sempre percebeu
no seu filho um novo "rei".
Um anjinho de fraldinha,
bem "arteiro" e "crianção",
canta e dança na cozinha
quando a mãe faz macarrão.
A filhinha mais querida,
o filhinho mais amado,
ambos têm a luz da vida
no colinho abençoado.

Mogi Guaçu, São Paulo, maio de 2014.
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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Outras trovas sobre violão # OLIVALDO JUNIOR - SP

*


Outras trovas sobre violão
Para o amigo
13h30min
Violão que vive mudo,
sempre à espera de seu bem,
sonha dedos de veludo
que o dedilhem para alguém.
Violão, tens muitas cordas,
mais até que o coração;
entretanto, quando acordas,
só se move a da emoção.
No serão da fantasia,
entre quarto e o calendário,
violão faz companhia
para um homem solitário.
Solidão e violão
são irmãos e não se largam:
uma amarga o coração,
outro adoça os que se amargam.
Quando choro com razão
percebendo o que se deu,
dou-me inteiro ao violão,
que me dá o que era meu.
13h58min
Olivaldo Júnior
Mogi Guaçu, vinte e um de novembro de 2013.



***

sábado, 3 de maio de 2014

BALADA PARA O DIA DAS MÃES # Euclides Cavaco - Portugal

DOCE PALAVRA MÃE

É já amanhã que se celebra o dia da MÃE em Portugal

todavia na América do Norte e Brasil só se celebra no dia 11 de Maio.

Entre os muitíssimos temas que escrevi dedicados à MÃE

ofereço-lhes hoje este que o intérprete Miguel sonorizou nesta balada

que poderão ver e ouvir em PS ou no link abaixo:







Desejos dum felicíssimo dia da MÃE.



Euclides Cavaco

Director da Rádio Voz da Amizade

cavaco@sympatico.ca



Venha tomar comigo um cálice de poesia

entre por aqui na minha sala de visitas

www.euclidescavaco.com

*

quarta-feira, 30 de abril de 2014

TROVA ESCABROSA NA "BESTA FUBANA" # Antonio Cabral Filho - Rj

*

Eis o que tenho a explicar:
Isto aqui só lê quem gosta.
E a quem ler e não gostar,
Permito que vá à bosta.
Rocha Ramos (MG)

Na França, pescoço é cou
(como anda tudo a esmo!)
No Japão, Ku é ministro
No Brasil, cu é cu mesmo
Barão de Itararé – RS

É a inflação que fode a gente,
É soldado, é Capitão.
- E o puto do Presidente
Vive fodendo a Nação!
José Jurandir Siqueira – AP

Tatu mora no buraco,
Guaximim, beira da praia.
O bicho que mata homem
Mora debaixo da saia.
Aluízio Moura, Macaíba – RN

Definição competente
De quem o verbo capricha:
- Boceta é um cachorro quente
À espera de uma salsicha.
Antônio Juraci Siqueira- PA

Político é fodedor,
Fode tão completamente,
Que a si se fode se for
Pensando foder a gente…
Rocha Ramos – MG

Ao ver o nome cretino,
O professor deu um berro.
Era o nome do menino:
Antônio Botelho Ferro.
Hildemar de Araújo Costa – BA

Eu tenho duas cabeças,
Todas duas sem censura.
A de cima é democrática,
A debaixo é a dita dura!
Juca Chaves – RJ

Não gosto de violão,
Detesto o fedor de bode,
O defunto sem caixão
E a boceta que não fode!
M. C. P. – RS

Neste lugar solitário
Onde a vaidade se acaba
Todo covarde faz força
Todo valente se caga
Folclore
Neste lugar apertado
Onde tudo se descobre,
Tanto faz estar sentado
Cu de rico ou cu de pobre.

Folclore (Recolhida pelo Trovador, Alydio C. Silva, na extinta
 Confeitaria Colombo, em Vitória em 1950)

Embora tudo aconteça,
De valente não me gabo.
Do peixe quero a cabeça,
Da mulher, prefiro o rabo.
Zé Areia, RN

Eu que vivia fodendo,
Eu, que fodendo vivia,
Agora vivo fodido
Sem a tua companhia.
Manuel Bandeira (Quem diria!)

8 Comentários

  1. Monsenhor Maurino Júnior disse:
    Monsenhor Newton!!! Arretada essa ACADELA!!! hahahahahahahahahahahaha
    Meu amor meu amorzinho
    O que foi que aconteceu?
    O meu pau tá muito grande,
    Ou sua buceta encolheu?
    Massa né não??
  2. O mais interessante é que até Manuel Bandeira, deu uma fodazinha num versinho que fez!!! 
  3. Muito bom! Isso vicia! Só… gostaria de saber versinhos assim. Como não sei, aí vai um que 
  4. eu iscuitei num filme. Diz assim:
  5. Cardeal Jorge Filó. disse:
    Boa!
    Mando-lhe esta…
    Essa bunda mortifica
    de Eros a forma herda
    tem mais entrada de pica
    do que saída de merda.
    Autor desconhecido.
  6. Monsenhor Maurino Júnior disse:
    hahahahahahahahahahahahahahaa Boa essa Cardeal Jorge Filó!!! hahahahaha
    Veja essa daí que eu tava lendo quage indiagora… hehehehehehehe
    Convém manter-se em alerta
    Para o que abaixo asseguro:
    - Amor é uma boceta aberta
    Para um caralho bem duro!
    Rocha Ramos.
  7. Monsenhor Maurino Júnior disse:
    E ainda tem mais escrotagem… hahahahahahahahahahahahahahahahahaha
    O gatão achou folgada
    A xoxota da menina.
    Ela retrucou magoada:
    - Sua rola é que é fina!
    Clarindo Batista de Araújo, Natal – RN
  8. Monsenhor Maurino Júnior disse:
    E aí vai mais outra… hahahahahahahahaha
    Raimunda, minha Raimunda
    Estranho nome tens tu,
    Pois lembra essa rima em "unda"
    Que é sinônimo de cu…
    Arthur Francisco Baptista – São Paulo.
  9. Padre Anhangüera disse:
    Tempos atrás mandei esta:
    Passando aqui certa feita
    Caguei um trôço tão grosso
    Que tive a impressão perfeita
    De ter cagado o pescoço.
    E esta é do folclore:
    A gente caga
    A merda afunda
    A água sobe
    E molha a bunda.
  10. Glória Braga Horta disse:
    Ótimas trovas escabrosas! E quem diria, mesmo, hein? Até Manuel Bandeira!
  11. Antonio Cabral Filho disse:
    Queres dar o distintivo
    ao seu amigo do peito?
    Faça-o enquanto vivo
    que depois eu não aceito.

sábado, 26 de abril de 2014

WALTER SIQUEIRA, TROVADOR # Antonio Cabral Filho - RJ

WALTER SIQUEIRA,
nasceu aos 18 de maio de 1928, em Quissamã ainda distrito de Magé, e se transferiu para Campos em 1944, quando ingressou no Colégio São Salvador; concluiu o ginásio em 1947 e frequentou o Liceu de Humanidades de Campos , mas não chegou a concluir o clássico. Entre 1949 e 1952 estudou e lecionou  ao mesmo tempo na Escola Tecnica de Comércio Pedro II, terminando  o Curso Tecnico de Contabilidade no Instituto Rui Barbosa . Registrou-se em geografia do Brasil através de exames prestados na Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro e em 1952 tornou-se servidor público aprovado em concurso. Foi professor, jornalista, promotor cultural, poeta, trovador e um dos fundadores da Academia Pedralva de Letras e Artes junto com Pedro Manhães e Almir Soares em 1947 e em 1952, na companhia dos amigos Antonio Weindler e Constantino Gonçalves,  liderou a fundação do Instituto Campista de Literatura. Escreveu em torno de 40 obras literárias e um dicionário de geografia do município de Campos, intitulado " Subsídios Para um Dicionário Geográfico do Município de Campos " que rendeu-lhe o Prêmio Alberto Lamego ", concedido pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes - Rj. 
WALTER SIQUEIRA
é lembrado, carinhosamente, como o quissamaense mais campista de que se tem notícias. E veio a falecer em 20 de julho de 2003.

BIBLIOGRAFIA

Canções de amor e de saudade – 1948
Seis poetas, “Hora absoluta” – 1959
Oito trovadores (trovas) – 1960
Narcisa Amália (poema) – 1960
Cantigas do amanhecer – 1961
Vitral de Outono – 1962
Seis prosadores, “O Suicida” – 1962
Depois do Eclipse – 1965
Praia azul – 1975
Conceição de Macabu – 1976
Coroa de sonetos – 1976
Raimundo S. de Araújo (posse na Academia Campista de Letras) – Vol. I e II - 1979
Os caminhos da morte - 1981
Sonetos de Amor sem fé – 1983
Uma canção para Leila – 1984
Inventário de Sombras – 1985
Cidade de Alegre (organizador da Coletânea) – 1981
O tema é Natal - (organizador da Coletânea) – 1981
O tema é Infância - (organizador da Coletânea) – 1982
O tema é Liberdade - (organizador da Coletânea) – 1983
Cantigas de Pierrot – 1979
Rosas de abril (poesias) – 1959
O tema é perdão  (organizador) – 1992  
Cadeia de sonhos e outros – 1982  
Oração maçônica I – 1982 
O poder do verbo (prosa) – 1993  
Sons e sonetos –  1993 
Sinfonia da noite (soneto) – 1993  
Amor e outros temas – 1979 
O município de Campos na Enciclopédia Bloch (resumo) – 1972  
Colar de Trovas (uma parceria com Sônia  Vasconcelos) – 1984  
O Tema é saudade (organizador da coletânea) – 1985  
Campos, cidade e município (organizador da coletânea) – 1985 
O tema é esperança (organizador da coletânea) – 1986  
Natal de 1986 
Sonetos Edição de International Writers Association – 1987  
O tema é sonho (organziador da coletânea) – 1987 
Sonhos e presságios (sonetos) – 1988 
Soneto a quatro mãos  – 1988
Sonetos da Devoção – 1988 
Eloy Ornelas 
Mucio da Paixão (momento cultural) – 1970  
Azevedo Cruz (momento cultural - nº 2, 18 19 a 24) – 1970
Evangelho de mágoas (sonetos) – 1990  
O tema é caridade (organizador da coletânea) – 1990 
Vendaval de rosas (sonetos) – 1991  

Fonte:
Biblioteca Welligton Paes
*
LIVROS
EXUBERÂNCIA DA TROVA 
NO RINCÃO CAMPISTA
ORG AGOSTINHO RODRIGUES
Edição dos Autores 2011
*
OITO TROVADORES
Organização e Edição:
Academia Pedralva de Letras e Artes
1960
*
A VERVE DE SETE
POETAS E ESCRITORES
DE CAMPOS - RJ
2006
*

WALTER SIQUEIRA NA INTERNET

1 - http://emprofessorwaltersiqueira.blogspot.com.br/2013/05/blog-em-construcao.html 
2 - http://autorescampistas.blogspot.com.br/2012/11/walter-siqueira-professor.html 
3 - http://www.camaracampos.rj.gov.br/tp-biblioteca/walter-siqueira-professor/
4 - TODA A OBRA DE WALTER SIQUEIRA EM E_BOOK:
http://datacampos.com/campos/index.php/autores/item/78-walter-siqueira 
***

TROVAS DE WALTER SIQUEIRA
1
Se o meu silêncio diz tudo
que a minha boca não diz,
o amor no peito é escudo
que me faz viver feliz.
2
Eis o dilema que enfrento:
Comparar a trova a quê?
À rosa, às estrelas, ao vento?
A trova lembra você.
3
De galho em galho, andejando,
vão os lindos beija-flores,
nos bicos de ouro levando
o pólen dos seus amores.
4
A gente, quando envelhece,
e sente a vida fugir,
faz da saudade uma prece
entre o chorar e o sorrir.
5
Teu amor é uma semente,
dentro do peito, escondida:
basta um carinho somente
para crescer e ter vida.
6
teus lábios, depondo beijos,
na minha boca ansiosa,
lembram, no ardor dos desejos,
o entreabrir de uma rosa.
7
Quando, manhã bem cedinho,
abrindo os olhos, desperto,
através do teu carinho
vejo logo um céu aberto.
***

sexta-feira, 25 de abril de 2014

DIA LATINOAMERICANO DA MULHER NEGRA # OLIVALDO JUNIOR - SP

+
Hoje é o Dia Latinoamericano da Mulher Negra

13h09min

Fora escrava e alforriada,
"Anastácia" em ré menor,
mas, no céu da batucada, 
mulher negra é sol maior.

13h35min

Olivaldo Júnior

Mogi Guaçu, São Paulo, 25 de abril de 2014.
***